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A Magia de Cativar as Pessoas

  • 2 de out. de 2025
  • 3 min de leitura

Uma vez assisti a um filme chamado Minha Vida em Marte, onde a personagem principal, Fernanda, é interpretada pela Mônica Martelli e contracena com o queridíssimo Paulo Gustavo. Fiquei muito mexida com a história porque, por mais que seja uma comédia, traz a amizade dessa dupla como um alicerce impossível de negar — e lindo de ver. Nossa conversa de hoje será exatamente sobre isso: o poder da amizade.



O filme retrata a amizade de Aníbal e Fernanda de uma das formas mais fiéis ao que ela realmente é: alguém disposto a falar a verdade, mesmo que doa; alguém capaz de rir das suas histórias e, ainda assim, te confortar com palavras (mesmo que sejam aquelas típicas “palavras de humilhação” que só amigo íntimo pode dar); alguém que sempre vai estar por perto, seja nos momentos bons ou ruins.

A narrativa gira em torno de Fernanda (Mônica Martelli) e Tom (Marcos Palmeira), que vivem um casamento sem o mesmo brilho de antes. Entre crises conjugais, a criação da filha e a rotina desgastante, Fernanda começa a questionar se deve permanecer na relação. Nesse momento, ela conta com o apoio incondicional de Aníbal (Paulo Gustavo), seu melhor amigo e confidente, que a ajuda a enxergar a vida com mais leveza e humor. Juntos, eles atravessam as dores do fim de um casamento e descobrem que a amizade verdadeira pode ser a grande força para recomeçar. É um filme maravilhoso — e superindico!

O que me pega de verdade nesse filme é o pós-filme. Tivemos a triste notícia da partida do Paulo Gustavo, e em meio a tantas homenagens, uma das que mais me marcou foi a da Mônica. Ela disse:

“Eu acho que a gente se apaixona pelos nossos amigos, e tem pessoas na vida que a gente esbarra e tem pessoas na vida que a gente encontra.”

Essa fala me tocou de tal forma que até hoje penso em como deve ter sido difícil para ela dizer isso. Concordo com cada palavra: sem meus amigos eu não estaria aqui, nem teria metade da força e da coragem que tenho. E, por favor, sem aquele papo furado de “agradeço a todos que passaram pela minha vida, até mesmo os que não ficaram” — amizade de verdade não passa. Ela permanece, insiste, acolhe e se reinventa sempre que for preciso.

Acredito que, para manter uma amizade, precisamos estar dispostos a cativá-la. Como já dizia a raposa em O Pequeno Príncipe: “Tu te tornas eternamente responsável por aquilo que cativas.”

E sabe qual é o pior tipo de “amigo”? Aquele que não consegue te ver melhor do que ele. Ou aquela que, na primeira oportunidade de te diminuir na frente de outros, o faz apenas para se sentir mais bem-quisto. Sinto pena de pessoas assim. No fundo, sei que são pessoas vazias por dentro, marcadas por traumas e dores — e falo por experiência própria.

Uma amizade tóxica é como um relacionamento amoroso tóxico: você não percebe, até que seja tarde demais. Por muito tempo insisti em uma amizade que não me fazia bem. Pra mim, era “só o jeito da fulana”. Hoje, com mais clareza e maturidade, entendo que não deveria ter insistido em alguém que só queria me ferir.

Ok, confesso que ficou meio bad vibes agora. Então vamos elevar a energia de novo.

Aos meus amigos da faculdade, que levarei pra vida toda: obrigada por acreditarem no meu potencial. Aos meus amigos do trabalho: agradeço de coração pelo carinho e pela motivação. Aos amigos que a vida me trouxe pelo caminho: espero continuar cativando cada um de vocês a cada dia. Obrigada por tanto — e por tudo que ainda virá.


Ainda é cedo pra uma taça de vinho... então vamos de uma xícara de café. ☕✨


 
 
 

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