Tudo pra ontem (e o amor no tempo certo)
- 19 de jul. de 2025
- 3 min de leitura
Sempre fui o tipo de pessoa cética quando o assunto era escrita.
Nunca me aprofundei nesse hobby, nunca me imaginei nele.
Mas recentemente, inventei de assistir à nova série do milênio: Sex and the City.
Pra quê, né?

Acabei não só me familiarizando, como me apaixonando pela ideia de me comunicar de um jeito novo.
De falar com o mundo — ou comigo mesma — através das palavras.
(Não que eu tenha um público… mas vai que.)
Sempre fui muito comunicativa. E, diga-se de passagem, sempre me orgulhei disso.
Mas sempre me questionei: até onde essa minha facilidade com as palavras me levaria?
Bum!
Aqui estou eu.
Uma jovem de 23 anos, completamente perdida no meio de um século onde todo mundo parece precisar pertencer a alguma coisa.
Mais conhecido como o século do:
“EU QUERO TUDO PRA ONTEM.”
Quero um carro pra ontem.
Quero uma casa pra ontem.
Quero uma carreira pra ontem.
E ai de mim se não quiser um amor pra ontem também.
Bem-vindo ao século XXI.
O século dos jovens precoces.
O século onde vale mais o que você conquistou até agora do que tudo que você precisou abdicar pra chegar onde chegou.
Nunca fui muito exemplo em seguir os outros.
Meu primeiro beijo foi “tardio” (aos 15 anos).
Minha virgindade? Perdi aos 20.
E, considerando minha geração imediatista, parece que vivi tudo no modo lento.
E tá tudo bem.
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Às vezes, me perco em mim mesma.
Me pego pensando:
E se eu tivesse escolhido outro caminho?
E se eu não tivesse aceitado aquele pedido?
E se eu não tivesse feito aquela compra estúpida?
(E diga-se de passagem: eu faço muitas.)
Meu namorado que lute.
Mas como eu sempre digo:
“Meu dinheiro, minhas regras.”
(Um ótimo mantra pra uma mulher, vocês não acham?)
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E então, finalmente, chegamos ao tópico que eu adoro abordar:
O amor.
Pra muitos, um assunto complexo e amedrontador.
Pra outros, o significado de tudo.
Mas… e pra você? O que o amor é?
Pra mim, o amor sempre foi meu maior medo.
Não porque eu sou uma pessoa traumatizada, ou que nunca conheceu o amor —
mas exatamente por ser o eterno oposto disso.
Já conheci o amor cedo, e intensamente.
Seja na minha primeira decepção amorosa aos seis anos (sim, seis),
no amor sufocante e superprotetor da minha mãe,
no amor ausente de um pai que eu nem cheguei a conhecer direito…
ou talvez na falta dele. (Olha aí eu me contradizendo.)
A verdade é que, mesmo sem meu pai presente, recebi muito amor da minha família.
E isso — de alguma forma — me fez ser quem eu sou hoje.
Meio maluca, sim. Mas muito amável.
Me considero uma fã do amor.
Às vezes, o que mais tememos é justamente o que mais nos dá forças.
E já ouviu aquela teoria dos três amores?
Pois é… dizem que na vida, cruzamos com três tipos de amor.
E cada um deles tem um propósito:
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1. O Primeiro Amor — o que parece conto de fadas
É aquele amor da juventude, idealizado.
Intenso, inocente, cheio de planos eternos.
A gente acredita que vai durar pra sempre — e mesmo quando não dura, deixa um carinho guardado.
É o amor que nos faz acreditar no amor.
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2. O Segundo Amor — o que nos ensina
É o mais difícil.
Vem com dor, desequilíbrios, inseguranças.
Testa nossos limites e nos ensina o que aceitamos… e o que não queremos mais.
É o amor que nos mostra quem somos — e quem não queremos ser.
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3. O Terceiro Amor — o que simplesmente é
Chega calmo.
Sem prometer eternidade, mas oferecendo presença.
Não precisa forçar encaixe — ele simplesmente encaixa.
É real, maduro e leve.
É o amor que não idealiza, mas constrói.
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Felizmente, me encontro no terceiro amor.
E não pense que foi fácil chegar até ele.
Esse é um tipo de amor que eu desejo que todo mundo experimente um dia.
O amor tranquilo.
O amor que te entende e te ajuda a ser tua melhor versão.
Coincidentemente (ou não), estou com esse meu amor há 3 anos.
Não foi planejado, nem esperado.
Foi no momento certo. Com a pessoa certa.
Dois jovens adultos que se sentiram maduros o suficiente pra embarcar num relacionamento que…
de duas, uma: ou vai ser o melhor de todos, ou vai me destruir de todas as formas possíveis.
(Vamos focar na opção positiva, por favor.)
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A lição?
Não se pode apressar o amor.
Não se pode apressar a vida.
Sim, é clichê. Mas também é verdade.
Ciclos precisam de tempo pra se fecharem.
Sentidos precisam de tempo pra se revelarem.
E o café… bom, o café a gente deixa pra nossa próxima conversa.
Até já.
—
Ciclos, Sentidos e Café



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