Ser mãe ou não ser: uma jornada nada maternal
- 19 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Quando eu era mais nova, adorava brincar de boneca. Era aquela criança doce que chorava por uma festa toda rosa, bolo rosa, cortina rosa, bonecas na mesa e o combo completo de laços combinando com os vestidos. Meu sonho? Ser mãe. Passar todo aquele carinho das minhas bonecas pra minha futura filha.
Parece cena de comercial de margarina, né?

Agora vamos contar a verdade… por favor, sem julgamentos — só memes.
🧨 Era tudo mentira:
ERA, ERA TUDO MENTIRA.
Na real, comecei a gostar de rosa depois de adulta. Minhas festas eram em tons pastéis (obrigada, mãe), minhas bonecas… coitadas. Eu destruía todas. Sabe o Sid do Toy Story? Aquele menino que desmontava os brinquedos? Então, eu. Literalmente eu.
Eu odiava socializar. Odiava aquele exército de Barbies. Odiava os laços que minha mãe insistia em colocar. E odiava brincar de mamãe e filhinha. Enquanto todo mundo fingia que cuidava de bebês imaginários, eu tava ocupada tentando descobrir como ficar rica aos sete anos ou qual país eu visitaria primeiro.
O instinto materno nunca bateu aqui. E olha… às vezes isso me faz pensar: será que tem algo de errado comigo?
Outras vezes penso: se não querer ter filhos é errado, então eu vou persistir no erro com gosto.
A real é que a maternidade não é um desejo universal. É um chamado. E, sinceramente, meu telefone nunca tocou.
💭 Porque, veja bem:
Ser mãe é viver 23h por dia pensando no filho (a 1h que sobra o pai “ajuda”).
É:
"Com o que ele vai comer?"
"Será que vou dar conta?"
"Quem vai cuidar dele quando eu trabalhar?"
E aí vem o clássico:
"Quero muito ser pai!"
Homens, minha dúvida sincera: vocês querem ser pais ou só querem contribuir com mais uma criança sem pai no mundo?
Falo com propriedade. Cresci sem pai em casa e com uma mãe em jornada dupla, tripla, quádrupla.
Acho que a decisão de não querer filhos ficou clara quando vi minha mãe abrindo mão dos sonhos dela pra realizar os meus.
Lindo na teoria.
Na prática… não me encantou em nada.
Hoje, aos 23, tenho absoluta certeza de que não quero ter filhos.
E tudo bem.
Não julgo quem quer. Na teoria é até bonito.
Mas sabe o que me intriga?
Casais onde um quer ter filhos e o outro nem pensar.
Qual o futuro disso?
Amor sobrevive a decisões tão opostas?
Ou alguém sempre vai ter que abrir mão de si?
☕ Bom… essa conversa me deu sede.
Vou ali passar mais um café.
Bjinhos,
Lari



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