Desvendando a Saga dos 30
- 21 de jul. de 2025
- 2 min de leitura
Dizem que os 30 são a idade do sucesso e da sabedoria.
Sinceramente? Gostaria de saber quem inventou essa maluquice.

Se essa realmente é a idade do sucesso e da sabedoria, podem me chamar de Sherlock Holmes.
Meus amigos mais próximos são todos mais velhos do que eu. Sempre ficamos naquela dúvida: sou muito madura para a minha idade ou eles que são muito imaturos para a deles?
O fato é que a maioria está bem mais próxima dos 30 do que eu, e isso me faz pensar: por que temos tanto medo dessa idade?
O que, de fato, nos assusta?
Será a instabilidade financeira?
Será a ausência de uma família formada?
Para muitas mulheres que desejam ser mães, talvez o medo seja o de não conseguir engravidar com facilidade.
Mas... será que esses mesmos pensamentos já não rondavam nossas cabeças nos nossos vinte e poucos anos? (Porque, honestamente, na minha já rondavam.)
Confesso, na minha cabeça completamente confusa — que talvez precise urgentemente de terapia — eu acreditava que os 20 eram os novos 30.
Coitada de mim!
A verdade é que ninguém me contou que aos 20 eu não teria casa, nem carro, nem estaria casada.
Vivemos com tanta pressa, como se fosse uma eterna corrida contra o tempo.
Talvez os 30 não sejam um bicho de sete cabeças.
Talvez, no máximo, sejam um bicho de três cabeças: meio estranho, meio amedrontador, mas também curioso.
E talvez, mais do que a idade da sabedoria e do amadurecimento, os 30 sejam uma fase bonita e poética: bonita porque ainda é uma idade de descobertas, não de certezas; poética porque traz a nostalgia do passado e a ternura pelo presente.
A vida não vem com um manual sobre o que fazer — muito menos sobre o que sentir.
Ela chega recheada de lutas, de medos e de promessas de um amanhã melhor.
Como diria Gonzaguinha:
"Viver e não ter a vergonha de ser feliz, cantar e cantar a beleza de ser um eterno aprendiz. Ah, meu Deus! Eu sei que a vida devia ser bem melhor e será, mas isso não impede que eu repita: é bonita, é bonita e é bonita."
Então, Lari do futuro, se você tiver 30 anos e estiver lendo isso, espero que eu tenha te orgulhado.
Espero também que você tenha tomado muitas e muitas xícaras de café — de preferência sem pressa, saboreando cada gole.



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